Mãe de primeira viagem: veja 7 dicas valiosas para facilitar a sua rotina materna

Atualizado em 30/11/20

Separamos algumas informações para ajudar você a viver a maternidade com mais leveza e menos cobranças

Mãe e bebê dando as mãos

A maternidade pode parecer desafiadora para a mãe de primeira viagem. As dúvidas sobre o que fazer quando o bebê chora, como saber se ele está com frio e quando amamentá-lo, sempre batem à porta. “A amamentação era o meu maior medo e eu não estudei nada sobre o assunto. Eu não sabia qual era o jeito certo de pegar o bebê e qual a posição ideal para amamentar”, conta a diretora de arte, Nathalia Mansur, mamãe da Teresa de 9 meses. 

Nós, aqui da Boo, conversamos com a Fernanda dos Santos, pediatra da Teresa, e separamos algumas dicas infalíveis que podem ser verdadeiras aliadas na sua rotina materna. Vem com a gente! 

 

1 - Busque informações sobre amamentação

O leite materno é o alimento mais completo para o bebê. Ele supre todas as necessidades nutricionais, ajuda na formação do sistema imunológico, prevenindo alergias, além de outros benefícios que fazem a diferença no desenvolvimento da criança.

Mas, qual é a posição certa para amamentar? A pediatra afirma que a posição ideal é aquela que a mãe e o bebê se sentem confortáveis. “A posição mais tradicional é aquela que o bebê recebe o apoio do braço que está do mesmo lado do peito usado para amamentar. Tem também a posição invertida que, como o nome sugere, é o inverso da tradicional. Nela, tanto o rosto do bebê, quanto as suas perninhas ficam do mesmo lado da mama que o alimenta”, explica Fernanda.

Ainda segundo a especialista é importante que as mães busquem informações sobre amamentação. “Elas precisam se informar, pois acreditam e ouvem falar que amamentação é instintiva, que a mulher e os bebês nascem sabendo, isso é mito”, explica a pediatra. 

A nossa mamãe de primeira viagem também aconselha. “Leia sobre amamentação e procure ajuda. É importante saber como segurar o bebê, treinar do jeito certo. Eu não sabia nada sobre o assunto e tive alguns problemas para alimentar a minha filha, mas aprendi com a ajuda de bons profissionais e com a experiência diária”, conta Nathalia. 

 

2 - Aprenda a se comunicar com o bebê 

O bebê nasce se comunicando por meio do choro. É muito comum que mães de primeira viagem fiquem preocupadas com o chorinho do filho, mas lembre-se que essa ação é a principal linguagem do pequeno. Com o tempo, você aprenderá a identificar se ele está com fome, se precisa ser trocado, se está irritado ou incomodado com algo. 

“O bebê vai aprender a se expressar e a mãe vai buscar entender essas expressões. É algo muito individual. Por exemplo, ele faz uma careta, a mãe percebe que é fome. Toda vez que ele fizer essa careta, ela coloca-o no peito. Qualquer choro, ela tende a colocar o filho no peito e está tudo bem. Porque o peito não é sinônimo apenas de alimento, é calma e aconchego também”, afirma Fernanda. 

Lembre-se que o mundo externo é novo para seu bebê e alguns estímulos podem estressá-lo. Dar colo é importante não só para acalmá-lo, mas  também para fortalecer o vínculo entre vocês. Além disso, este contato com a mãe ajuda no desenvolvimento da criança. 

“É neste convívio que você pode treinar a sua criança por meio das expressões. A mãe fala a palavra sono, ao mesmo tempo que fecha e abre a mão, o bebê vai começar a associar aquele gesto ao sono. É uma forma de se comunicar antes dele aprender a falar”, conta a pediatra. 

 

3 - Crie uma rotina para o seu filho 

Mãe trocando fralda

A gente sabe que o bebê ainda não tem a noção de tempo, mas cada um tem a sua rotina e a mamãe precisa adaptar-se a ela. Vai chegar um momento, após você conhecer os horários do seu filho, que conseguirá criar uma rotina para ele, estabelecendo o horário do banho e das sonecas. 

“Quando for às 19 horas, por exemplo, você diminui a luz, dá banho no seu bebê, coloca-o para mamar e, em seguida, para dormir. Mas isso não impede que ele acorde de 2 em 2 horas e está tudo bem”, exemplifica a especialista. 

 

4 - Envolva o papai e outros familiares 

O pai, geralmente, leva mais tempo para se adaptar à rotina com o bebê. É após o nascimento que as coisas se tornam mais reais para ele. A ideia de envolver o pai e toda sua rede de apoio (avós, tias e tios, entre outros familiares) é fundamental para criar laços com a criança, ajudar no desenvolvimento das potencialidades do cérebro, além de aliviar o cansaço da mãe, sendo um suporte para ela. 

 

5 - Aposte na cadeirinha

“Saiu da maternidade, já coloca o bebê na cadeirinha”, enfatiza a pediatra. “A cadeirinha pode ser levada para qualquer lugar. O bebê deve ser transportado no banco de trás do carro, com o equipamento sempre encaixado de costas para o motorista, posição mais segura para proteger o pescoço dele”, ressalta Fernanda. 

Segundo a pediatra, a função da cadeirinha não se restringe ao transporte, pois alguns pais a utilizam também para a soneca do seu filho – colocam ela no ladinho da cama e o pequeno dorme ali nos primeiros dias de vida.

Mas onde comprar essa cadeirinha para o meu bebê? Não compre, alugue! Foi pensando no conforto e na segurança do seu filho, que a Boomerang agora conta com o aluguel de equipamentos de cuidados do bebê. Aqui na Boo, além das ferramentas ideais para o seu dia a dia, você encontra mais uma parceira para essa sua rede de afeto! 

 

6 - Observe a sua criança

Mãe vestindo bebê

É muito comum mães de primeira viagem sentirem inseguranças, ainda mais quando surge o questionamento: como saber se o bebê está com frio? Segundo Fernanda, os pais devem tocar o abdômen e o tronco do bebê – nunca nas mãos, elas são pequenas e perdem calor muito fácil – para ver se estão mais gelados que o restante do corpo. 

Se o seu bebê sente frio, o recomendado é vesti-lo com uma camada de roupa a mais que o adulto.  “Exemplo, se você está vestindo uma blusa de manga de frio comprida, o ideal é que ele esteja com com um body de manga comprida mais um casaquinho”, conta a pediatra. Mas ela também afirma que o importante é sempre observar o seu bebê, porque ele pode ser mais calorento. “ Se ele transpirar muito, você pode tirar uma peça de roupa. Lembre-se de observar e entender as necessidades do seu filho”, finaliza. 

 

7 - Não se cobre tanto!

É normal sentir medo e insegurança nessa fase, porque é tudo novo para você. O seu corpo está mudando, o bebê chorando e muitas dúvidas surgindo. Você sentirá receio de ficar sozinha com o bebê, de amamentar, trocá-lo ou mesmo dar banho. Nem tudo sairá como você imagina, mas não se cobre tanto. Aos poucos, você e ele vão se adaptando a nova vida.

“Uma coisa que sempre falo para a mamãe é que, com o tempo, ela saberá o que está acontecendo com o seu bebê. É só acreditar, ouvir a intuição e aproveitar essa fase que traz uma força incrível para a mulher”, pontua a especialista.

 

*A especialista consultada nesta matéria foi ouvida como fonte jornalística, não se utilizando do espaço para a promoção de qualquer produto ou marca.